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Não gostei de Senhora do Destino
Vamos aos motivos:
1) O autor Aguinaldo Silva disse ao Estadão: "A primeira fase da novela realmente se passou em 1968 e a segunda fase, essa que está no ar, se passa em 1992 e não na atualidade, como muita gente pensou". Ora! Então como explicar os celulares, os carrões 2005, a moda.... Silva ainda diz que o público está "acostumado a este tipo de situação nos folhetins". Só se for o público dele. Aliás muito estranho isso na Globo que fala tanto em padrão de qualidade.
2) Nazaré é CHATA. Não chega nem de longe aos pés de Laura cachorrona de Celebridade. A loucura dela enche o saco, não vejo graça, é muito forçado, dizendo sempre os mesmos jargões "anta nordestina" e "songa monga".
3) Como acontece toda vez que as novelas tentam deixar o mundo da fantasia para tratar "temas da atualidade", eles são apresentados de forma superficial e se perdem em clichês e senso comum. O rapto de bebês, por exemplo, era um bom tema que se perdeu em meio à loucura de Nazaré, quase que uma defesa para os seqüestradores, afinal, quem é louco não responde por seus atos. Poderia ser uma pessoa má, mas com um certo equilíbrio. Fora que, repito, as ceninhas da Nazaré enjoaram, tiveram graças duas ou três vezes apenas.
4) A Maria do Carmo não precisava ter ficado a novela toda com aquele falso sotaque nordestino pois, qualquer pessoa que tenha mudado para o Rio com 20 e poucos anos perderia o sotaque mais de 20 anos depois.
5) A trilha sonora é das piores, tirando a Maria Rita na abertura e uma música da Norah Jones, de resto, pouca coisa se salva.
6) O grande defeito das novelas que fazem sucesso: partes arrastadas. Ali qdo Nazaré e Isabel tinham fugido para Porto Alegre, há alguns meses atrás, a novela simplesmente não andava. Agora, no final, que as coisas estão acontecendo.
7) Eu não sei pq mas tenho a sensação que estão querendo dar ares de "terror" à Nazaré. Toca uma música escrota e aparece a carona dela. Mas mais parece filme trash do Zé do Caixão e aquela escada, é uó do borogodó!
8) As friaaaaaaas. A Maria do Carmo e a Nazaré ficarem presas ao mesmo tempo, na mesma cadeia! Um prefeito ir acompanhar uma fuga pessoalmente, ora, na realidade apenas mandaria fazer e pronto! Estas as mais recentes, outras eu até já apaguei da memória. Mas sei que foram muitas "frias" e fora as que virão nos últimos capítulos.

Esta é minha opinião. Não gostei desta novela, tanto que não a vejo sempre. Tentei, mas não deu. Antes que venham dizer que é implicância com a Globo, já adianto que adorei as duas anteriores Mulheres Apaixonadas e Celebridade. Mas esta não gostei. De qualquer modo, não encaro novela como outra coisa que não seja entretenimento. Mesmo assim, não deixo de criticar quando não "me apetece".
Escrito por Fabinhu às 18h43
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Hotéis e Hostels...

Clique na figura!
Em um hotel você paga a diária e fica confortavelmente no alto do 10º andar. Toma café da manhã sem dar sequer "bom dia" a quem passa por você. Muitas vezes a vista não é daquelas, pois para ficar próximo, bem próximo aos lugares turísticos sai muito caro. Isso é o hotel: passagem isolada por um lugar. Ou só você ou você e seu grupo (familiares e/ou amigos).
Hostel, que no Brasil chamamos de albergues da juventude, tem uma concepção que diverge desta. No hostel você compartilha quartos com hóspedes de várias partes do mundo. Não há TVs nos quartos e sim em salas, como numa casa. Isso para que os hóspedes se reúnam mais e em vários locais que estimulam a convivência. Há quartos para casais, mas isso não impede que eles façam amizade, devido à estrutura geral do hostel.
Sem falar nas diárias. Para o quarto geral, ficam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 no Brasil. Um amigo holandês disse que na Bolívia pagou o equivalente a R$ 6,00 ao dia! E normalmente ficam próximos dos lugares turísticos. Há um albergue no Rio entre a Lagoa e Ipanema, por exemplo.
Eu já fiquei em albergues no Recife e no Rio e, nestas férias, em Arraial do Cabo e Nova Friburgo. Adorei todas as vezes. Fiz amizades que mantenho até hoje por email. Desta vez o Mário e eu fizemos amizades com o holandês, uma suíça-italiana doidinha que só ela rsrs, paulistas, um argentino e outros. Ainda penso em viajar muito por albergues da juventude, que apesar do nome não aceitam apenas jovens, pois havia várias pessoas de mais idade tb. É outra maneira de encarar o mundo e as relações interpessoais.
Cada vez que me hospedo em um saio com a sensação de ter me tornado uma pessoa melhor.
Escrito por Fabinhu às 15h37
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Diários de Motocicleta

Fui ver o filme Diários de Motocicleta (Argentina/Chile/Peru, 2004) hoje no cinema de Santo Ângelo. É... aqui recém agora passou... Gostei muito. A atuação do mexicano Gael Garcia Bernal esteve impecável e a direção do Walter Salles mostra porque ele está ganhando o mundo.
O interessante do filme é ver a viagem dos amigos Ernesto e Alberto pela América Latina, antes de Che ter se tornado um dos líderes da Revolução Cubana. Mostra como aquela viagem modificou sua visão de mundo.
A parte mais bela, para mim, é quando Che (Gael) atravessa à nado o rio que ivide os sadios dos leprosos na Amazônia do Peru para passar seu aniversário do lado dos doentes.
Fora isso desperta, me desperta esta idéia de viajar muito, romper com as viseiras de cavalo que temos quando estamos sempre num só lugar, sobretudo no Brasil... A América Eespanhola pelo menos tem um certo intercâmbio, facilitado até pelo mesmo idioma destes vários países. Mas o Brasil torce o nariz para seus vizinhos desde sempre. Uma mania de grandeza que não encontra respaldo na realidade nacional.
Escrito por Fabinhu às 23h44
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Fim de Férias

E então estou hoje em meu último dia de férias.... que foram:
Reencontro, beijos, amor, abraços, carícias, briguinhas, manhas, sexo, paixão, descanso, futuro, mar, sol, Rio, Arraial do Cabo, serra do RJ, cinema europeu, Cafeína, Leblon, Ilha, 27 horas no ônibus, artesanato, cyber, Norah Jones, música eletrônica, albergues da juventude, estrangeiros amigos, luau, festa, chocolate, tortas, Botafogo Praia Shopping (rsrsrs), Espaço Unibanco de Cinema, Centro Cultural Banco do Brasil, arte, fotografia, barco, classificados do Globo, chinelo de dedo, metrô, sunga, quarto de casal x quarto de solteiro, eu SEMPRE tenho razão, amigos dele, amigos meus, Ipanema, Copacabana, Block Buster, sebo, queimaduras do sol, preguiça, almoço às 15 hs, Lagoa, ap da Gisele, trilhas ecológicas, sol muito sol (de novo!), calor, pizza, frutos do mar, sushi, refrigerante, acerola, caminhadas longas, Praia do Forno, ap dele, Rodoviária Novo Rio, ônibus pra Nova Friburgo- ônibus pro Rio- ônibus pra Petrópolis, casa do Ronaldo, banho de sol, compras no centro, cinema mais barato no centro (rsss), esperança, passagem de volta, rodoviária, despedida, lágrima, até breve.... quero mais! Merecemos ainda muito mais!
Escrito por Fabinhu às 22h51
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Eterno Amor

O que dizer do último filme que vi nesta temporada no Rio, o francês Eterno Amor (Un long dimanche de fiançailles, 2004)? Que o Mário terminou o filme comovido e querendo meia hora mais de história? Não! Vamos falar outra coisa: não acho legal isto de um ator ficar sempre preso a um estilo e então seus personagens parecem sempre os mesmos. É o que houve com Audrey Tauton nesta produção. Sua personagem Mathilde é uma Amelie Poulain de época!
O melhor do filme, como já foi dito pela crítica, é a fotografia belíssima, realmente como se fosse uma pintura. A história é boa, mas previsível. Mathilde não acredita que o noivo morreu na guerra e parte em busca dele, acaba encontrando várias outras moças com histórias semelhantes à sua.
Em suma, um bom filme francês, merece ser visto. Mas se forem escolher coloquem como prioridade os que mencinonei nos últimos dias aqui no blog. Claro, só se confiam no meu gosto, rsrsrsrs.
Escrito por Fabinhu às 16h16
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Mar adentro
Assisti ontem o filme mais belo que vi nos últimos tempos: Mar adentro (Espanha, 2004) que passará pelo julgamento de Hollywood logo mais à noite no Oscar, onde concorre a melhor filme estrangeiro e melhor maquiagem. A história de Ramón (Javier Bardem) que é tetrapléigco há 28 anos e luta pelo direito de morrer (eutanásia) é tocante, sobretudo porque traz à tona uma série de questões como o peso que doentes representam para as famílias, a dificuldade de se entender posições diferentes da tradicional "luta pela vida" e o poço de emoções que cada um de nós somos.
Mar Adentro é uma nova visão daquilo que já foi abordado tantas vezes, um tema polêmico que não se perde em clichês. Impossível não chorar com as verdades deste mar profundo.


Escrito por Fabinhu às 17h53
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