... usado como teste de QI na China hauhauahau. É bem divertido 
Escrito por Fabinhu às 21h51
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Não tenho gostado do Millôr, e daí?

Eu descobri que cansei e passei da fase de me sentir mal e inferior intelectualmente quando não gosto de algum cult. Essas inseguranças vêm da adolescência quando a gente quer ser aceito em um meio e se o escolhido é o meio intelectual tenta-se gostar de tudo que o envolve.
Millôr Fernandes escreve em Veja já há algum tempo. Lis as primeiras vezes mas agora só olho o título. Penso que Millôr teve sua importância em uma época da História brasileira, no tempo do Pasquim, do combate à ditadura mas que agora está obsoleto, com a mesma visão de mundo de antes. Suas tiradas a respeito da crise política atual não têm graça nenhuma, prefiro (me queimem na fogueira!) o humor do Kibeloco ao dele, supostamente inteligente.
A visão de mundo de Millôr é uma visão de zona sul carioca, como se o mundo todo fosse aquilo. Bem como diz a letra do rap: de frente para o mar e de costas pra favela. As análises partem da visão desta classe média aborrecida, do perigo que os pobres representam e de como todo o diferente deve ser mantido distante.
Umas das colunas que li de Millôr neste sentido, foi uma a respeito da Parada Gay na qual ele propunha o dia do orgulho hétero. Oras, todo mundo sabe que dia do orgulho gay, do mesmo modo que o dia de combate ao preconceito racial, dia da mulher, de dia disso e daquilo existem apenas pq há o preconceito e barreiras sociais. Não faria sentido algum o dia do homem, branco e hétero, iam reivindicar o quê? que as mulheres voltassem para o trabalho do lar ou que os gays não os importunassem na rua com sua presença?
Na realidade ler Millôr é um trabalho que podemos nos poupar. Embora fisicamente esteja vivo, na minha opinião, na importância de suas idéias para a sociedade brasileira, está morto já há um bom tempo.
Escrito por Fabinhu às 12h12
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